domingo, 16 de maio de 2010

um árabe cool....


Havia uma árabe muito cool. Chamava-se Al Cool! A sua obra mais divulgada (Al Cool-ran) ficou injustamente marcada por uma série de equívocos: os seguidores de Al Cool não são alcoólicos. Mentiras da História...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

perdão...


Perdão...que palavra simples e fácil...peço perdão, não com a cabeça. O perdão só tem espaço na alma. Se necessário for, rastejo. Sim: um gesto de humildade vale mais que essa palavra minúscula e maiúscula; que essa coisa que sai do cérebro e não do coração. E é assim, meu amor, que te digo :PERDOA-ME! Com a alma, se a cabeça to não deixar...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

dos efeitos da chuva na política


As pessoas da minha geração devem, concerteza, recordar-se daquelas adoráveis mas terríveis criaturas conhecidas por Gremlins. Os Gremlins tinham a particularidade de se multiplicarem quando dentro de água.
Ora, se estivermos atentos ao que tem acontecido na nossa vida política após seis meses consecutivos de chuva (fenómeno raro nestes não-sei-quantos hectares de terras de amenos climas) verificamos estar a dar-se uma gremlinização dos nossos bocejantes representantes partidários. Passos Coelho, mal ganhou o congresso, socratizou-se. Mesmo o aparentemente inexorável Louçã já apresenta parecenças fisionómicas e de estilo com os dois. Os três, por sua vez, afiguram-se como reproduções do mais temível dos Gremlins: Portas.
Tenho a sensação de que Jerónimo de Sousa tem andado impermiabilizado até às unhas. Bem haja!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Doce Mulher



Há uma doença que afecta todos os homens: o machismo! Afecta mesmo aqueles que, coitados, estão em negação. O autor destas linhas é machista e precisa de ajuda. Enfim, quer tratar-se.
Esta doença tem origem tanto na totalitária biologia como nas tradições religioso-filosóficas milenares. Na origem, era o verbo, e a acção exige força. Vencia a testosterona.
Depois, vieram judaísmo, cristianismo e islamismo. Um caldo perfeito para o forte subjugar o fraco (fisicamente, entenda-se). Quando o forte fraquejava, ou seja, era humano, a fraqueza era imediatamente atribuída à mulher, esse demónio que a doença de que falo aconselhava dever estar sempre distante e bem controlada. Lembra-me um ditado medieval que dizia: "Nunca deixes à tua mulher pôr o seu pé sobre o teu, pois no dia seguinte a puta besta pôr-to-á sobre a testa."
Há entre nós homens, antigos e modernos, um mito: o da superioridade de género, a qual supostamente nos autoriza a fazer coisas que a elas são negadas. Mais grave: julgamo-las injustamente por actos que nós prórios praticamos.
Para durante tantos milénios terem estóicamente suportado tudo isto de que falo, só lhes posso atribuir, passe o pleonasmo, um atributo: a coragem! Mas uma coragem com contornos de doçura...é isso que as torna tão belas. E isso assusta o machista. Pode ser um sinal de superioridade moral, capaz de vencer todos os másculos bíceps do mundo.
Posso não ter a culpa de ser machista, mas tenho a responsabilidade de, pelo menos, tentar elevar-me moral e espiritualmente. Enfim, encontrar finalmente a igualdade. Um primeiro passo para a cura pode ser um singelo: "Perdoa-me, mulher porque sou fraco. Perdoa-me as ofensas, mesmo aquelas que me pareceram merecidas. Perdoa-me, doce mulher."

terça-feira, 20 de abril de 2010

divina humanidade


Já não sei quem disse, mas o importante é o que disse: qualquer coisa assim: "não acredito em Deus, mas acredito nas pessoas que acreditam". As pessoas! Ainda que Deus não existisse, mero devaneio filosófico (é óbvio que existe!), acreditaria sempre no Homem. Na sua infinita capacidade de se regenerar e, muitas vezes, superar. No seu, que disparate!, sobre-humano dom de sonhar.
Acontece que este Homem, que é o centro de todas as considerações que, envergonhadamente, ouso tecer, é tão mais sublime quanto menos deus tenta parecer.
Se, na acepção que tenho de um Criador, este existe apesar de nós? Sim. Ele existe, existamos nós ou não. Não precisa de ser adorado...Ele é! Quando assistimos à nossa própria dor, chamamos-Lhe cruel. Esquecemos que a nossa dor é uma ínfima manifestação de egoísmo na imensidão do Universo. Que ideia de grandeza temos, quando nos revoltamos, afirmando que Ele se esqueceu de nós! Quem somos nós?
O Deus em que creio não é o Deus dos Homens. É um Deus total! Com ou sem homens...
Enquanto isso, vou acreditando nesses homens que riem e choram, que amam e matam. Também nas suas acções, sim, está uma partícula desse Deus. Quando matam, amam, choram e riem...

Sou!


E decidiu ser feliz. Percebeu que o sofrimento que sempre considerara interior provinha dos estímulos de condutas alheias. Se os outros queriam caminhar em direcção ao inferno, que tivessem, pois, o inferno. Não o partilhassem consigo. E a felicidade seria isso. Não beber do cálice que lhe ofereciam com candura diabólica. Fizera tudo para fazer saber que não lhe agradava aquele vinho. Ignoraram-lhe os pedidos. Pois bem. Do exterior, próximo e distante, recusaria toda a mácula. Não lhe pedissem para aceitar valores que a sua natureza recusava. Bastava. Seria feliz. E estava disposto a abdicar de tudo. Até do amor...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Islândia ou Islão?


Perante a grave crise que atravessam as relações entre a Islândia e a impoluta União Europeia, que a ameaçou com a não aceitação no seu clube, a propósito da duvidosa dívida daquela a esta, através de alguns dos seus cidadãos, sobretudo britânicos e holandeses, a que o resistente povo da ilha respondeu com um uníssono "Não Pagamos!", o Presidente Grimsson fez saber ao mundo que a grande arma de destruição massiva não está nas mãos de um qualquer amador.
Ahmadinejad é um brincalhão. Quem tem medo do Islão? A Islândia não tem uma bomba atómica. Tem um vulcão!