Há PM's que gostam tanto da República que se esquecem da res publica. Gostam tanto, que parecem julgar que são eles a própria. Celebram um século com cerca de uns meros cinquenta anos de democracia como se fosse o seu próprio aniversário. A tentação de personalização do regime é antiga. Atávica, mesmo. Trata-se do velho gosto pela prática de afogamento da nação. Um genocídio espiritual. São PM's que vivem aprisionados à sua própria imagem, enovelada pelo culto da mediocridade. São os "Dâmasos" da nação. Mesquinhos, convencidos, provincianos e tacanhos (saudoso Eça, que os catalogou tão lucidamente). Confrontados com a sua incompetência, os "Dâmasos" têm sempre um "chic a valer" para enaltecer a mediocridade chulezenta que habita a sede do poder em Portugal (não havendo expressão para a qualidade de quem tem chulé, poderia sempre recorrer à útil chulice, que até tem melhor sonoridade).
É por tudo isto que me recuso a ir para a rua gritar. Que humilhação! A rua é para eles, que eu não fiz mal a ninguém.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
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