
Tenho o prazer de ir devagar para chegar mais longe. Como gosto de me cruzar com os outros, quando regressam do sítio para onde me dirijo e me dizem que não vale a pena lá ir. Continuo a caminhada indiferente porque sei que verei muitas coisas que ninguém viu, só porque vou devagar. Aqui e ali, estou atento aos detalhes da estrada. Encanto-me com os desvios e fico eufórico quando descubro atalhos. Ir devagar para chegar mais cedo?
Entristece-me tanto olhar para gente arrependida. Gente que andou tão depressa,que se perdeu por tantos caminhos apelativos que trouxeram dor...depois falam de experiência, meu deus! Experiência com dor. Isso mesmo! Mas, qual a glória do erro cometido por vontade própria?
Sigo o meu caminho. Com a segurança de quem sabe o que não quer. As pessoas que entram na minha vida são, de facto, poucas. As que optam por abrandar um pouco o ritmo. As que vão tendo tempo para seguir mais devagar, a meu lado, ou porque já se magoaram o suficiente para perceber que à sua maneira não é maneira, ou porque se perderam por caminhos ínvios que estava na cara que não iam dar a lado nenhum.
Eu...eu tenho pena. Não tenho nenhum companheiro que que me siga desde início nesta jornada. E nada me garante que os que me acompanham num momento aguentem o ritmo. Lento.
Sem comentários:
Enviar um comentário